
JERUSALÉM, 12 de fevereiro — As Forças de Defesa de Israel confirmaram agora que resgataram, em uma operação conjunta com a agência de Inteligência interna Shin Bet, dois reféns israelenses-argentinos que foram sequestrados pelas Brigadas al-Qassam, braço armado do grupo terrorista Hamas, no ataque terrorista do 7 de outubro no Kibbutz Nir Yizhak, na região sul Israel; os reféns estão em boas condições de saúde e já foram levados para o hospital Sheba Tel Hashomer Medical Center em Ramat Gan, distrito de Tel Aviv.
Os reféns são os israelenses-argentinos Fernando Simon Marman, de 60 anos, e Norberto Luis Har, de 70 anos, que estavam sendo mantidos em Rafah, na fronteira com o Egito.
Israel já avisou que suas Forças militares avançarão sobre essa região*
“Nesta manhã cedo, dois reféns israelenses libertados por nossas forças da Faixa de Gaza chegaram ao Centro Médico Sheba. Após um exame médico inicial, a condição dos dois é considerada boa, e eles estão agora alojados em um local designado.” -nota pública do hospital
O gabinete presidencial argentino já divulgou uma nota citando o nome dos reféns resgatados e agradecendo às Forças militares de Israel e ao governo israelense.
Norberto Luis Har foi levado para Gaza junto com a sua esposa, Clara Marman, de 62 anos, o irmão de Clara, Fernando Simon Marman, 60 anos, sua irmã Gabriela Leimberg, 59 anos, e a filha de Gabriela, Mia Leimberg, de 17 anos.
Gabriela, Mia Leimberg e Clara Marman foram libertadas em 28 de novembro no acordo de cessar-fogo temporário.
O governo israelense ainda acredita que o grupo terrorista Hamas está mantendo cerca de 130 reféns em Gaza (cerca de 30 mortos).
Desde o início da guerra e da incursão militar em Gaza, o governo israelense diz que o retorno dos reféns para Israel é a prioridade máxima do país.
O refém Brasileiro: Entre os reféns que ainda se encontram na lista de sequestrados pelas Brigadas al-Qassam, o braço armado do grupo terrorista Hamas em Gaza, está o brasileiro-israelense Michel Nisenbaum, de Niterói (RJ).
Michel tem 59 anos, trabalha como técnico de informática em Israel, é pai de duas filhas e avô de seis netos. Ele precisa de cuidados médicos para tratar a diabetes e a doença de Crohn.
O brasileiro foi visto pela última vez quando estava indo buscar uma neta em uma base próxima de Gaza. Seu veículo foi encontrado queimado e uma das chamadas telefônicas da família foi atendida por pessoas que gritavam “viva o Hamas”.

No último dia 30 de novembro, Michel, que até o momento não apareceu em listas de negociações, foi citado pelo presidente Lula durante a visita do mandatário ao Qatar. De acordo com Lula, no primeiro posicionamento vindo de um oficial brasileiro sobre o estado do refém, Michel poderia “ser liberado por esses dias”.
“O nosso coração está pingando sangue e eu não tenho palavras para poder explicar o que está passando com toda a nossa família. A nossa mãe chora o tempo todo e de uma família completa, passamos a ser uma família com menos um. Não podemos voltar a vida que tínhamos antes e até agora estamos vivendo dentro de um pesadelo. Eu gostaria de acordar bem e feliz desse mesmo pesadelo”-Mary Shohat, irmã de Micheldurante discurso no Senado brasileiro (11/12/2023)
Há cerca de um mês e meio, Michel ganhou mais um neto (o sexto), que foi batizado de Oz (coragem em hebraico).

Apoio inesperado francês: Parlamentares franceses criam no fim do ano passado a operação “um refém, um parlamentar” para “apadrinhar” reféns israelenses que estão detidos em Gaza pelo grupo terrorista Hamas e “defender suas causas até que eles voltem para casa”.
O brasileiro Michel Nisenbaum foi apadrinhado pelo deputado de centro Robin Reda, do partido do presidente Macron (não pertence ao mesmo grupo político por ter divergências na questão da reforma da previdência, na lei de segurança global e na gestão da pandemia*).
(Matéria em atualização)