BUENOS AIRES, 14 de março — De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina, a inflação anual da Argentina atingiu em fevereiro 102,5% no acumulado de 12 meses; impulsionado por tarifas de serviços públicos e pelo aumento do preço dos alimentos, o índice local avançou 6,6 neste último mês.
A última vez que o índice acumulado ultrapassou 100% foi no final de 1991.
No mesmo mês no ano passado, o Instituto havia registrado um avanço acumulado de 52,3% (foram 13 altas consecutivas).
No mês passado, o índice acumulado já era de 98,8% (havia subido 6%).
Como medida para tentar controlar a inflação, o Banco Central argentino vem mantendo a taxa base de juros do país em 75% desde setembro de 2022 (o maior nível foi atingido em 2019, com a taxa sendo estabelecida em 78,37%).
Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, os alimentos e bebidas não-alcoólicas lideraram a lista dos aumentos no país, com 9,8% de aumento em fevereiro. Comunicação e Hotelaria registraram aumentos de 7,8% e 7,5%, respectivamente.
O setor de Bens e Serviços variados registrou um aumento de 6,5% no último mês; Recreação e Saúde acompanharam o aumento geral, respectivamente, com 6,1% e 5,3%.
Os setores com os menores níveis de aumento em fevereiro foram o de Vestuário e Educação, que registraram aumentos de 3,9% e 3,2%.
O governo argentino esperava atingir um índice acumulado de no máximo 60% para este ano (estimativa que batia de frente com as estimativas publicadas pelos bancos locais, que esperavam um aumento médio de 97%).
A Argentina também enfrenta atualmente um período de seca histórica (maior em 60 anos) que está atingindo em cheio a safra do país que é o maior exportador mundial de soja processada e terceiro maior exportador de milho.
Apesar das negativas do governo local, é esperado que o país não consiga cumprir os acordos estabelecidos com o Fundo Monetário Internacional para o pagamento de suas dívidas*
(em atualização)