
BRUXELAS, 18 de maio — Os embaixadores da Finlândia e da Suécia na OTAN, respectivamente Klaus Korhonen e Axel Wernhoff, entregaram nesta manhã (horário local) os pedidos formais para que seus países façam parte da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Os pedidos foram entregues em mãos -e simultaneamente- ao Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.
“Saúdo calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à OTAN. Vocês são os nossos parceiros mais próximos, e a vossa adesão à OTAN vai aumentar a nossa segurança compartilhada. As candidaturas que apresentaram hoje são um passo histórico” -Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg
Na prática, os dois países já contam com a proteção ativa do Reino Unido, e consequentemente de todos os países da aliança.
Suécia e Finlândia foram neutras durante a Guerra Fria, e essa decisão de se juntar à OTAN é uma das mudanças mais significativas na configuração da segurança do continente em décadas, refletindo uma clara mudança na opinião pública na região desde o começo da guerra na Ucrânia.
Estima-se que o processo levará de 4 a 12 meses, porém internamente isso é discutido como se fosse certa a entrada dos países na aliança até o fim do ano.
Os pedidos precisaram ser apoiados por todos os membros da aliança, e isso muito provavelmente não será um problema, mesmo com a Turquia, que disse nesta semana ter problemas com a adesão da Suécia.
Caso haja algum impedimento pela parte turca, uma negociação passará por um posicionamento melhor do país na negociação de caças americanos, a retirada de sanções contra a Turquia pelas ações militares do país na Síria e/ou a deportação/extradição de pessoas de interesse condenadas pela Turquia (seria um chamado de negociação, e não um impedimento por parte do país).
Lembrando que Suécia e Turquia não são inimigos um do outro, possuem uma relação relativamente boa, e ambos enviam/entregam com frequência armamentos e equipamentos para a Ucrânia.
Vale o registro: Em julho de 2019, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump designou oficialmente o Brasil como um aliado extra-OTAN (promessa que havia feito ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante uma visita a Washington). O status facilita a compra de tecnologia militar e armamentos da aliança, mas NÃO cria qualquer obrigação de participação em conflitos armados*
Atualização:
Ministério da Defesa da Holanda diz publicamente, através de um comunicado oficial e um post em suas redes sociais, que protegerá os dois países durante o processo de adesão.
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(em atualização)