
BUENOS AIRES, 31 de março — De acordo com os mais novos dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Indec, equivalente ao IBGE argentino, a pobreza na Argentina, que atingia 41,7% da população no governo anterior e subiu para 52,9% em meados de 2024 sob a gestão de Javier Milei — durante o período de corte de gastos descrito pelo presidente como “dolorido” —, recuou oficialmente para 38,1%.
Em relação à gestão do ex-presidente argentino Alberto Fernández, e mantendo a mesma metodologia de cálculo no qual são considerados pobres os moradores de lares cuja renda é insuficiente para adquirir uma cesta básica (US$ 313), o número de pobres na Argentina diminuiu de 19,5 milhões para 17,9 milhões, representando uma queda de 14,8% (1,6 milhão) nos primeiros 12 meses de mandato do atual governo.
No mesmo período, a indigência, que havia alcançado 18,1% da população argentina, recuou para 8,2%.
Em suas redes sociais oficiais, o governo da Argentina (@OPRArgentina) afirmou que “esse resultado é um efeito direto da luta contra a inflação conduzida pelo presidente Javier Milei, além da estabilidade macroeconômica e da eliminação de restrições que, durante anos, limitaram o potencial econômico dos argentinos”.

Ainda conforme os novos dados do Indec, a taxa de pessoas sem moradia, que havia atingido um pico de 13,6% da população, caiu para 6,4% (aproximadamente 3 milhões de pessoas).
Os dados refletem uma significativa mudança nos indicadores econômicos do país. Em dezembro de 2023, no momento da posse de Milei, a inflação mensal alcançava uma crescente de 25%, enquanto em janeiro de 2025 o índice recuou para 2,2%. O acumulado dos últimos 12 meses (anual), que em dezembro de 2023 estava em 211,4% e subiu para 296,3% em março de 2024, caiu para 66,9% em fevereiro de 2025.
Segundo o próprio presidente Javier Milei, em entrevista concedida nesta última semana a uma rádio local, o governo prevê que a inflação mensal seja inferior a 2% já em maio ou junho deste ano.


Os bons números aparecem enquanto a equipe econômica da Argentina aguarda a aprovação do Conselho do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um novo empréstimo de US$ 20 bilhões em quatro anos, com uma primeira parcela de US$ 8 bilhões “em troca de metas monetárias e fiscais”. Segundo Milei, o empréstimo elevaria as reservas do país para “pelo menos” US$ 50 bilhões (R$ 288 bilhões), em comparação aos atuais US$ 26,2 bilhões (R$ 151 bilhões).
(Matéria em atualização)