
RIO DE JANEIRO, 8 de agosto — Familiares do sambista brasileiro Arlindo Cruz, que desde março de 2017 enfrentava sequelas de um acidente vascular cerebral hemorrágico e, nos últimos anos, passou por diversas complicações de saúde, confirmaram que o popular cantor e compositor, um dos nomes mais famosos do samba no Brasil, faleceu hoje, aos 66 anos, no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com a esposa de Arlindo, o artista, que sofria de uma doença autoimune e era traqueostomizado, enfrentava uma bactéria resistente desde uma pneumonia no início do ano. Em meados de julho, ele deixou de responder a estímulos, entrando em estado crítico a partir de então. Seus familiares diziam que o cantor estava “cada vez mais distante”.
Ao longo de sua carreira, Arlindo Cruz, conhecido como “o sambista perfeito”, destacou-se no grupo Fundo de Quintal e construiu uma extensa trajetória solo, compondo mais de 700 músicas e gravando mais de 550.
Várias de suas músicas ficaram famosas nas vozes de outros intérpretes, como “O bagaço da laranja”, “O show tem que continuar”, “Camarão que dorme a onda leva” e “Vai vadiar”. Suas composições foram gravadas por inúmeros artistas famosos, que iam desde Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth Carvalho e Jorge Aragão até Alcione.
Em suas redes sociais, Zeca Pagodinho homenageou o amigo e afirmou que Arlindo precisava descansar, pois “já sofreu muito”.
“Morre hoje meu compadre, meu parceiro, o meu amigo Arlindo Cruz. Que Deus te receba de braços abertos. Sofreu muito e agora precisa descansar um pouco. Vai com Deus, meu compadre” –Zeca Pagodinho
Arlindo Cruz deixa a esposa Babi Cruz e os dois filhos, Arlindinho, que também é cantor, e Flora Cruz.
A família ainda não divulgou detalhes sobre como será o velório do artista.
(Matéria em atualização)







