
BRASÍLIA, 24 de março — Após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e um dia após a reunião da esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar de um pedido de prisão domiciliar do ex-mandatário, atualmente internado em um hospital devido a um episódio grave de broncopneumonia, o ministro acatou o pedido e concedeu há pouco o benefício, porém com prazo de 90 dias (contados a partir da alta hospitalar), que poderá ser revisto ao final desse período.
O ex-presidente, que após sua internação retornaria a uma “cela especial” no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha”, que fica localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, deverá voltar à sua residência em Brasília, onde cumprirá, segundo a decisão, como da última vez, uma série de medidas cautelares.
Entre as medidas cautelares estão a tornozeleira eletrônica, a proibição de contatos com investigados e, desta vez, até a restrição de visitas, que, segundo o ministro, tem a finalidade de “evitar o risco de sepse e controle de infecções” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 (noventa) dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado” -ministro Alexandre de Moraes
A exceção às visitas nesse período foi concedida aos filhos do ex-presidente, que poderão ver Jair Bolsonaro seguindo o mesmo cronograma restrito da Papudinha: às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h. Continuarão tendo autorização para visitar o ex-presidente seus médicos, enfermeiros (previamente registrados) e advogados.
(Matéria em atualização)







