
BRASÍLIA, 11 de agosto — O Tribunal Superior do Trabalho (TST), que na semana passada ganhou destaque no noticiário nacional por construir uma sala VIP no aeroporto de Brasília exclusiva para seus 27 ministros e acompanhantes, ao custo de R$ 1,5 milhão em dois anos sob a justificativa de proteger seus integrantes e evitar a ‘aproximação de pessoas inconvenientes’, voltou nesta noite aos holofotes após um levantamento do portal Metrópoles revelar a compra de 30 veículos sedãs de luxo para o transporte dos ministros em seus compromissos na capital federal.
Os veículos, adquiridos de uma concessionária de Brasília por R$ 346,5 mil cada, em um contrato com valor total de R$ 10,39 milhões, são do modelo Lexus ES 300H, equipado com um motor a combustão 2.5 e outro elétrico, que juntos entregam 211 cavalos de potência ao carro híbrido.
Em um estudo técnico disponibilizado no site do TST, é possível observar que a corte também orçou os modelos Honda Accord, a R$ 332.400,00 por unidade, BYD Seal, a R$ 310.787,86, e Toyota Camry, a R$ 344.190,00, mas todos acabaram preteridos em favor do Lexus, avaliado no estudo em R$ 396.000,00 — acima do valor final fechado —, o mais caro entre as opções.

No estudo realizado, o técnicos da Corte disseram que a renovação da frota pelos com os carros de luxo estava “alinhada ao Plano Estratégico Institucional” do TST e que o objetivo da compra era de “promover ações que reforcem a imagem do TST perante a sociedade”.
Vale ressaltar que o Tribunal também foi citado em matérias sobre a polêmica dos penduricalhos, devido aos seus ministros receberem rendimentos acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. Em dezembro, a média líquida dos pagamentos no TST foi de R$ 357 mil, já descontados Imposto de Renda e encargos previdenciários, com o maior valor mensal chegando a R$ 419 mil.
O portal Metrópoles chegou a contatar o TST para questionar a última compra, realizada em 25 de agosto do ano passado, de mais três unidades do veículo, que ampliou a frota para 30 — número superior ao de ministros (27) —, mas o tribunal não respondeu ao questionamento.
Este espaço está aberto para uma eventual nota do TST.
(Matéria em atualização)







