
BRASÍLIA, 3 de setembro — Em uma petição de 20 páginas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu agora o ministro André Mendonça no chamado “inquérito das Fake News” e pediu oficialmente ao ministro Edson Fachin que autorize uma investigação contra o magistrado por suposta prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade, “flagrante” quebra de imparcialidade judicial, usurpação da direção das investigações conduzidas pelas autoridades policiais, participação indevida em negociações de colaboração premiada e favorecimento de grupos políticos no exercício da relatoria das Operações Sem Desconto e Compliance Zero.
“Conforme destacado pela Polícia Federal, ‘o formato exigido é, em si, indicativo: destina-se a consulta e análise de teor’, permitindo ao Ministro relator selecionar, suprimir ou manipular documentação em flagrante quebra da cadeia de custódia […] Ressalte-se, ainda, que o Ministro relator, André Mendonça manifestou sua vontade em afastar do exercício de suas funções, tanto o Diretor-Geral da Polícia Federal (ameaçando-o de afastamento cautelar das funções), quanto o Procurador-Geral da República (ameaçando transformar o titular da ação penal em testemunha, uma vez que “a proximidade com o Ministro Gilmar Mendes o tornaria indigno de confiança” -trecho da decisão
De acordo com o ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo, os envolvidos, André Mendonça, Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, têm cinco dias para se manifestar oficialmente sobre os últimos acontecimentos e acusações. O prazo, porém, deve ser utilizado também como uma espécie de intervalo para que os “bombeiros” de Brasília tentem apagar ou, ao menos, reduzir o incêndio.
O ministro André Mendonça ainda não se manifestou sobre a decisão do ministro Moraes.
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(Matéria em atualização)






