
NOVA YORK, 20 de setembro — Ao contrário do que ocorreu no ano passado, o Brasil decidiu barrar oficialmente o convite aos Estados Unidos para participar de uma reunião organizada em conjunto com a Espanha, que será realizada na próxima quarta-feira (24) às margens da Assembleia-Geral da ONU em Nova York, com o tema “Democracia Sempre”.
De acordo com oficiais brasileiros (funcionários do governo) que falaram em off com diversos veículos de mídia do país, o governo justificou o bloqueio do convite aos Estados Unidos — que haviam participado do evento no ano passado — alegando uma suposta “virada extremista”, cujo “governo estaria questionando a democracia e as eleições brasileiras”; “apenas países democráticos são convidados para o encontro”.
Estão na lista de convidados representantes de cerca de 30 países, incluindo nações europeias como Espanha, França, Noruega e Alemanha, além de Uruguai, Colômbia, Chile, Canadá, México, Quênia, Senegal e Timor Leste.
Além do tema da democracia, abordado no ano passado, os países convidados também deverão discutir, como pauta oficial do evento, a regulamentação das redes sociais.
Seguindo o protocolo adotado na reunião do ano passado, os países deverão divulgar, ao final do encontro, uma nota conjunta comprometendo-se “com a defesa da democracia, do multilateralismo, além do trabalho conjunto para abordar as causas estruturais que solapam as instituições democráticas, seus valores e legitimidade”.
O presidente brasileiro Lula deve chegar a Nova York neste domingo (21) para a visita que terá como objetivo seu tradicional discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, marcada para os dias 22 a 24 de setembro de 2025. Ainda seguindo a tradição da Assembleia-Geral, o discurso de Lula será seguido pelo discurso do presidente Donald Trump.
(Matéria em atualização)







