
MADRID, 23 de julho — Como esperado desde as últimas pesquisas e eleições regionais, a sigla PP, de centro-direita, do líder Alberto Núñez Feijóo, foi a grande vencedora das eleições espanholas nas eleições que aconteceram hoje; o pleito foi marcado (antecipado) no último dia 29 de maio para tentar conter o grande crescimento da direita espanhola, que hoje derrotou o governo socialista porém ainda não formou uma maioria.
A sigla vencedora PP conquistou 136 cadeiras e agora precisará fazer uma coalização para alcançar as 176 cadeiras necessárias para a formação de um governo.
Seu parceiro nessa eleição, o partido VOX, da direita espanhola, que faria parte da coalizão, caiu de 52 cadeiras da última eleição para apenas 33 .
Somando os dois partidos de centro-direita e direita que já fariam um governo conjunto, a coalizão, por ora, possui 169 cadeiras (11.078.880 votos).
Juntos, os partidos de esquerda, o governista socialista PSOE (122), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, e o SUMAR (31), alcançaram 153 cadeiras (10.737.690 votos).
As duas coalizões precisarão negociar com 7 partidos minoritários que somados conquistaram 28 cadeiras.
“Não há nenhum presidente que tenha governado depois de perder as eleições […] Tivemos um resultado que há pouco mais de ano e meio parecia impossível […] A anomalia de que na Espanha o partido mais votado não conseguiu governar só tem como alternativa o bloqueio, que não beneficia em nada a Espanha. O partido mais votado deve governar […] como candidato com mais votos fico responsável por começar o diálogo para formar o governo […] Peço expressamente ao PSOE (Partido Socialista governista) e ao restante das forças políticas que não bloqueiem mais uma vez o Governo da Espanha” -Alberto Núñez Feijóo, vencedor das eleições de hoje, logo após a divulgação dos resultados, pedindo para que não seja impedido de governar pela provável não formação de maioria
Caso não haja acordo para que sejam alcançadas as 176 cadeiras, o país poderá contar com um governo provisório até que sejam realizadas novas eleições.
De acordo com o jornal local de esquerda El País, os partido governista socialista poderá formar uma coalizão com as siglas Sumar (31 cadeiras no Parlamento), ERC (7), EH BILDU (6), BNG (1) e PNV (5), alcançando assim 174 cadeiras (faltando apenas 2 para se manter no poder).

O PP, partido vencedor das eleições de hoje, dependerá de negociações com a sigla Junts per Catalunya (7 cadeiras), que foi fundado por Carles Puigdemont, o político que tentou organizar um referendo independentista na região da Catalunha em 2017 e que é fundamentalmente contra as ideias da direita local (as primeiras declarações dos líderes do partido indicam um apoio -caro- ao atual governo socialista ou uma dura declaração de não apoio político, o que faria o país passar por novas eleições).
Ainda não é possível prever o que acontecerá na Espanha, porém líderes de esquerda já estão enviando mensagens de congratulações ao primeiro-ministro socialista Sánchez já contando com uma negociação favorável ao atual governo e contrária ao partido vencedor.
(Em atualização)