Delação do caso Banco Master já estaria “avançada”: Ministro Mendonça autoriza e Daniel Vorcaro é transferido para a Superintendência da PF

Daniel Vorcaro após sua prisão | Imagem por REPRODUÇÃO

BRASÍLIA, 19 de março — Autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do polêmico Banco Master, que estava preso na Penitenciária Federal de Brasília, foi transferido há pouco em um helicóptero da Polícia Federal para a Superintendência da PF, onde deverá permanecer na mesma sala que vinha sendo utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro até janeiro deste ano, em um movimento que, no meio político de Brasília, já é visto como o início de um processo de delação premiada que deve envolver políticos e até ministros da Suprema Corte.

De acordo com testemunhas, o helicóptero que transportava o banqueiro pousou na Superintendência da PF às 19h04.

O banqueiro Daniel Vorcaro havia sido preso no início de março na terceira fase da Operação da PF denominada Compliance Zero e transferido no último dia 6 do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília, um presídio de segurança máxima.

Apesar de Brasília reconhecer que o movimento indica um processo de delação já avançado, o motivo oficial da transferência de Vorcaro ainda não foi divulgado.

Segundo pessoas próximas ao caso, e conforme já amplamente noticiado pela mídia local, o novo advogado do banqueiro, Dr. José Luís Oliveira Lima (“Juca”), teria procurado a PF nesta última semana para informar que Vorcaro tem interesse em uma delação que não pouparia ninguém.

A nova defesa de Vorcaro, conhecida por negociar delações e responsável pela famosa delação do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, chegou a ter ontem uma reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo, para tratar dos desdobramentos do processo e solicitar a transferência que foi autorizada hoje.

Uma eventual delação de Vorcaro deverá ocorrer com a colaboração conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo de confidencialidade, que sinalizaria o início de um processo de colaboração, já teria sido assinado pelos três.


(Matéria em atualização)

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