
BRASÍLIA, 30 de julho — Em uma entrevista fora da agenda oficial concedida à Rede Matogrossense, afiliada da TV Globo, o presidente Lula, comentando pela primeira vez sobre as “eleições” que aconteceram no último domingo (28) na Venezuela, disse que não entende o motivo da imprensa brasileira estar tratando o assunto “como se fosse a 3ª Guerra Mundial”, e minimizando a situação, disse que o que ocorre no país “não tem nada de grave, nada de assustador”.
Segundo Lula, que defendeu a nota publicada pelo PT que parabenizou o ditado venezuelano, o que está acontecendo na Venezuela seria uma “briga”, que deveria ser resolvida com a oposição entrando com um recurso e acatando o que for decidido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE, equivalente ao TSE brasileiro), órgão que não é técnico e é controlado em sua integralidade pelo regime de Maduro.
“O PT reconheceu. A nota do PT reconhece, é um elogio ao povo venezuelano pelas eleições pacíficas que houveram e, ao mesmo tempo reconhece que tribunal eleitoral já reconheceu Maduro como vitorioso, a oposição ainda não. Aí tem um processo. Não tem nada de grave, nada de assustador, vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a 3ª Guerra Mundial. Tem uma briga, como vai resolver essa briga? Apresenta a ata. Se a ata tiver dúvida entre oposição e situação, a oposição entra com recurso e vai esperar na Justiça tomar o processo. Aí vai ter a decisão, que a gente tem que acatar […] Eu estou convencido que é um processo normal, tranquilo. na hora que tiver apresentado as atas, e for consagrado que a ata é verdadeira, todos nós temos a obrigação de reconhecer o resultado eleitoral da Venezuela […] É preciso acabar com a ingerência externa nos outros países […] um bloqueio que penaliza o Irã, um bloquei que penaliza a Venezuela. Precisa parar com isso, sabe? Cada um constrói o seu processo democrático, cada um tem o seu processo eleitoral” -Lula
Ainda na entrevista, chamando Maduro de presidente e recusando a ideia de assinar uma nota conjunta entre Brasil, México e Colômbia para pedir transparência, Lula disse o ditador venezuelano “sabe perfeitamente bem que quanto mais transparência houver, mais chance terá de ter tranquilidade para governar a Venezuela”.
A entrevista completa será exibida ainda hoje pela emissora, que, por enquanto, divulgou apenas trechos para mostrar o conteúdo da conversa gravada mais cedo com o mandatário brasileiro.
As atas citadas por Lula são os boletins de votação que Maduro prometeu apresentar ao governo brasileiro “nos próximos dias” durante uma reunião realizada ontem na Venezuela entre o ditador e o chanceler informal brasileiro Celso Amorim.
Os mesmos dados (oficiais) foram divulgados na última noite por Edmundo González, o candidato oficial da oposição venezuelana que representa a opositora María Corina Machado.
O sistema possui todas as atas eleitorais (dados oficiais) que a oposição conseguiu até o momento e que por si já garantiriam a vitória sobre o ditador Nicolás Maduro nas “eleições” venezuelanas*
Link do sistema: https://resultadospresidencialesvenezuela2024.com

(Matéria em atualização)