Governo anuncia aumento de imposto de importação para mais de 1.000 produtos, incluindo celulares, equipamentos hospitalares e de informática

Presidente Lula | Imagem ilustrativa por Ricardo Stuckert/PR

BRASÍLIA, 22 de fevereiro — Sob a justificativa de conter um crescimento de 33,4% nas importações desde 2022 e uma penetração superior a 45% no mercado nacional, em pleno ano eleitoral, o governo brasileiro anunciou um aumento de até 7,2% na alíquota de importação de MAIS DE MIL PRODUTOS, incluindo celulares (“smartphones”), equipamentos de informática, robôs industriais, diversos tipos de máquinas industriais e equipamentos hospitalares, como aparelhos de tomografia, além de máquinas de cortar cabelo, tratores, aparelhos dentários, máquinas computadorizadas, cartuchos de tinta, fornos industriais, impressoras, monitores (painéis LCD/LED), empilhadeiras, motores de portões elétricos e até martelos.

Segundo o Ministério da Fazenda, que ainda estará sob o comando do ministro Haddad até a visita de Lula à Casa Branca, a medida é “moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial”.

Os países que mais exportaram para o Brasil e que deverão sentir suas vendas diminuírem em razão da nova alíquota de imposto de importação, de acordo com os números do ano passado, são os Estados Unidos, de onde o Brasil importou US$ 10,18 bilhões (34,7% do total), a China, com US$ 6,18 bilhões (21,1% do total), Singapura, com US$ 2,58 bilhões (8,8% do total), e a França, com US$ 2,52 bilhões (8,6% do total).

Especialistas avaliam que a medida brasileira, em um país considerado um dos mais fechados entre os emergentes, deve provocar impacto significativo na economia local, sobretudo na indústria, que já enfrenta dificuldades para investir e se modernizar, opera em grande parte com equipamentos com mais de duas décadas de uso e sob manutenção improvisada, e depende de importações porque o mercado nacional não dá conta da demanda, seja por falta de inovação ou por capacidade de produção insuficiente.

Ainda segundo o governo, a pedido e sob análise, uma janela de exceção deverá permanecer aberta para que produtos já sujeitos ao regime de redução de alíquota mantenham as alíquotas zeradas até o fim de março, medida de alívio que, na prática, não será percebida pelo consumidor final.

Apesar das vocais críticas do setor brasileiro de importações, os países que deverão ter suas exportações ao Brasil reduzidas ainda não se manifestaram oficialmente sobre o aumento.


(Matéria em atualização)

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