
BUENOS AIRES, 14 de agosto — De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina, equivalente ao IBGE argentino, a inflação mensal do país no mês de julho, em linha com as estimativas oficiais de instituições bancárias, e impulsionada pelos cortes de gastos do presidente Javier Milei, foi de 1,9% registrando o terceiro mês consecutivo abaixo de 2% — patamar não alcançado desde 2017.
No acumulado anual, a inflação dos últimos 12 meses, que chegou a 289,4% no início de 2024, recuou para 36,6%, o menor patamar desde 2020 — enquanto o acumulado de 2025 foi de 17,3%.


Ainda não existe uma previsão oficial, mas economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) estimam que a Argentina encerrará 2025 com uma inflação anual de 27%, bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024.
A pobreza no país, medida oficialmente desde governos anteriores com base em uma metodologia que considera pobres os moradores de lares cuja renda não é suficiente para adquirir uma cesta básica (US$ 313), que atingia 52,9% da população, recuou para 38,1%. A indigência, que atingia 18,1% dos argentinos, atualmente está em 8,2%.
O cenário positivo foi o responsável pela viabilização do acordo de empréstimo de US$ 20 bilhões com o Fundo que foi firmado no último mês de abril (voto de confiança).
(Matéria em atualização)







