
BRASÍLIA, 20 de novembro — O presidente Lula indicou há pouco, após uma reunião presencial no Palácio do Alvorada, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias (45), conhecido como “Bessias”, para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso (67), que no início de outubro anunciou sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por idade, o ministro Barroso ainda poderia atuar na Corte até março de 2033.
O anúncio de Lula deverá ser publicado em suas redes sociais oficiais mais tarde, antes de o mandatário embarcar para Joanesburgo, na África do Sul, onde participará da reunião do G20.
Messias, que havia disputado até o fim a vaga posteriormente ocupada pelo atual ministro Flávio Dino, tinha desta vez como principais concorrentes o ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco — nome que era a principal aposta do Centrão, grupo que deverá ser contemplado com cargos e diretorias para compensar a escolha pessoal de Lula.
O nome de Messias ganhou a mídia pela primeira vez em 2016, quando a Lava Jato divulgou um telefonema no qual a então presidente Dilma Rousseff informava a Lula que enviaria o “Bessias” com um termo de posse para que ele assumisse o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, garantindo-lhe foro privilegiado, sugerindo que o documento fosse usado “em caso de necessidade” — segundo os investigadores da Lava Jato, a necessidade seria a possibilidade de prisão de Lula.
Na prática, o recifense Jorge Messias era o segundo principal auxiliar (número dois) de Dilma nos assuntos jurídicos.
Sendo aprovado na sabatina do Senado, como ocorre em todas as indicações há 129 anos, Messias terá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) até 2055, quando completará 75 anos.
(Matéria em atualização)







