Milei anuncia início do processo para que argentinos voltem a ter isenção de visto para entrar nos Estados Unidos

Presidente argentino Javier Milei e a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, recebem a secretária do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem | Imagem oficial por Casa Rosada/Oficina del Presidente (@OPRArgentina)

BUENOS AIRES, 28 de julho — O presidente argentino Javier Milei e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciaram oficialmente que a Argentina iniciou o processo de adesão ao programa Visa Waiver, que permitirá que cidadãos argentinos voltem a entrar nos Estados Unidos para turismo ou negócios, por até 90 dias, sem a necessidade de visto — como já ocorria entre 1996 e 2002.

Nas redes sociais oficiais do governo argentino, foi publicado um comunicado oficial e imagens da reunião em que o documento foi assinado na presença da secretária americana de Segurança Interna, Kristi Noem.

Postagem oficial do governo argentino

Atualmente, na América do Sul, apenas o Chile faz parte do programa, do qual a Argentina foi removida em fevereiro de 2002 devido à crise econômica no país e ao grande número de argentinos que utilizavam a entrada sem visto para se mudar, morar e trabalhar ilegalmente.

“O gabinete do presidente informa que a República Argentina iniciou o processo de incorporação no Visa Waiver Program, que, ao terminar com êxito, permitirá que milhões de argentinos possam viajar aos EUA para turismo ou negócios sem necessidade de visto, posicionando a Argentina em um seleto grupo com este privilégio”

De acordo com a secretária americana Kristi Noem, que se comprometeu a trabalhar com a Argentina para que o país cumpra rapidamente os requisitos do programa, os cidadãos argentinos têm atualmente a menor taxa de permanência além do prazo do visto entre os países latino-americanos.

Os principais requisitos para que um país participe do programa são baixa taxa de permanência além do prazo autorizado, sistemas eficazes de emissão de passaportes eletrônicos e controle de fronteiras, cooperação em segurança e troca de informações com os Estados Unidos, capacidade de detectar e impedir fraudes em documentos de viagem e boas relações diplomáticas e políticas com o país.

Vale ressaltar que a última vez em que o Brasil participou de conversas oficiais — sem sucesso — sobre adesão ao programa foi em 2011, durante os governos de Dilma Rousseff e Barack Obama, e que, durante o governo Bolsonaro, o Brasil suspendeu a exigência de visto para cidadãos americanos a partir de 2019, para incentivar o turismo e devido à quase inexistência de casos de estadia irregular por turistas dos EUA, mas voltou a exigir o visto a partir de abril deste ano.

Segundo os dados oficiais mais recentes, o Brasil registrou um aumento de 25% no número de turistas americanos no primeiro trimestre deste ano em comparação com 2024. No entanto, esse crescimento foi interrompido após a retomada da exigência de vistos, e até 13 de julho houve uma queda de 0,6% em relação ao total de visitantes do ano passado.


(Matéria em atualização)

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