
BRASÍLIA, 9 de outubro — O ministro Luís Roberto Barroso (67), do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou há pouco, durante discurso em sessão plenária da Corte — como noticiamos no início de agosto —, que está se aposentando de forma antecipada.
Por idade, o ministro ainda poderia atuar na Corte até março de 2033.
Com a saída de Barroso, quatro nomes hoje despontam como favoritos àquela que deverá ser a terceira indicação de Lula ao Supremo neste mandato: o ministro do TCU Bruno Dantas (47), o advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias, o “Bessias” (45), o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinicius Carvalho (47) e o senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (48)
Os quatro já haviam sido cogitados para a vaga hoje ocupada por Flávio Dino, mas quem mais se aproximou da nomeação e disputou a indicação com Dino até o fim foi o advogado-geral da União Jorge Messias
O AGU Jorge Messias ficou famoso em 2016, quando a Lava Jato divulgou um telefonema no qual a então presidente Dilma Rousseff informava a Lula que enviaria o “Bessias” com o termo de posse para que ele assumisse o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, que lhe garantiria foro privilegiado, sugerindo que o documento fosse usado “em caso de necessidade” (segundo os investigadores da Lava Jato, a necessidade seria a possibilidade de Lula ser preso).
De acordo com Barroso, sua decisão de deixar o cargo já havia sido comunicada a Lula no início deste mandato, há dois anos.
(Matéria em atualização)







