
BRASÍLIA, 25 de outubro — Como acordado com o Centrão desde junho, o Governo Federal anunciou agora a demissão da presidente da Caixa Rita Serrano, que será substituída pelo economista Carlos Antônio Vieira Fernandes, indicado de Arthur Lira; inicialmente, o acordo envolvia a nomeação da ex-deputada Margarete Coelho, aliada de Lira (“uma outra mulher”, de acordo com cobrança da base), mas a troca havia travado por questões políticas.
A demissão e troca foi acertada hoje após uma reunião (com a presença de Rita Serrano) no Palácio do Planalto.
Por conta do tamanho da Caixa, o cargo da presidência (somado com as 12 vice-presidências do Banco) é visto em Brasília como comparável a ao menos três ministérios.
É esperado que as 12 vice-presidências sejam divididas entre as siglas Republicanos, PSD, PP e União Brasil.
O novo presidente Fernandes é um servidor de carreira da Caixa, já foi presidente do FUNCEG (fundo de pensão dos funcionários da Caixa) e atuou no Ministério das Cidades durante o governo Dilma (até assumiu interinamente um ministério pouco antes do impeachment).
“Serrano cumpriu na sua gestão uma missão importante de recuperação da gestão e cultura interna da Caixa Econômica Federal, com a valorização do corpo de funcionários e retomada do papel do banco em diversas políticas sociais, ao mesmo tempo aumentando sua eficiência e rentabilidade, ampliando os financiamentos para habitação, infraestrutura e agronegócio. Na gestão de Serrano foram inauguradas 74 salas de atendimento para prefeitos em todo o país, cumprindo um compromisso de campanha.” -nota do Governo
Outro pedido que é nutrido pelo Centrão, mas que vem enfrentando resistência do próprio presidente, é a troca da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Em uma troca que poderá acontecer posteriormente, a ministra deverá ser substituída por um “nome técnico” (para não parecer que foi um indicado político) apadrinhado pela sigla PP, de Arthur Lira.
(Em atualização)