
BRASÍLIA, 11 de agosto — Atendendo a um pedido do ministro da Justiça e ex-ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, a Polícia Federal (PF) abriu um novo inquérito para investigar Jair Bolsonaro por uma mensagem enviada em janeiro, em um grupo de WhatsApp, na qual o ex-presidente teria associado (proximidade) Lula ao ex-ditador sírio Bashar al-Assad.
A denúncia chegou ao Ministério da Justiça por meio de uma notícia-crime apresentada por “um cidadão russo-brasileiro” ao Ministério Público Federal (MPF), que a encaminhou ao ministro Ricardo Lewandowski, o qual, em seguida, a repassou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos.
“Requisito a instauração de inquérito policial para apuração de crime contra a honra do Presidente da República, além de eventuais crimes conexos” -trecho do documento
Segundo pessoas próximas à investigação, a mensagem, que já não existe mais, fazia uma associação entre Lula e Assad ao mencionar as perseguições a gays promovidas pelo ditador durante o período em que comandava o país, antes de fugir para a Rússia após a queda do regime de sua família que durou 54 anos e terminou no fim do ano passado.
Vale ressaltar que tramita no Congresso o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 913/18, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que propõe a revogação de um decreto de 12 de julho de 2010, assinado pelo presidente Lula, que concedeu ao ditador Assad a mais importante condecoração brasileira para personalidades estrangeiras: o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.
A proposta, já aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o Plenário e, posteriormente, para o Senado, antes de se tornar lei.

(Matéria em atualização)







