
BRASÍLIA, 7 de agosto — De acordo com interlocutores, o presidente Lula iniciou discussões para definir quem ocupará uma eventual vaga no Supremo Tribunal Federal, (STF) após sinais de que o ministro Luís Roberto Barroso (67) poderá deixar a Corte ao final de seu mandato à frente da presidência do Supremo, que termina em 29 de setembro, com a posse do ministro Edson Fachin. Desde 2022, pessoas próximas a Barroso atribuem a ele o desejo de “submergir” para cuidar da vida pessoal, sentimento que estaria se intensificando nos últimos meses devido a uma “crise de civilidade” no país, que estaria lhe causando descontentamento.
Por idade, o ministro ainda poderia atuar na Corte até março de 2033.
Com uma eventual saída de Barroso, quatro nomes hoje despontam como favoritos àquela que deverá ser a terceira indicação de Lula ao Supremo neste mandato: o ministro do TCU Bruno Dantas (47), o advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias, o “Bessias” (45), o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinicius Carvalho (47) e o senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (48).
Os quatro já haviam sido cogitados para a vaga hoje ocupada por Flávio Dino, mas quem mais se aproximou da nomeação e disputou a indicação com Dino até o fim foi o advogado-geral da União Jorge Messias.
O AGU Jorge Messias ficou famoso em 2016, quando a Lava Jato divulgou um telefonema no qual a então presidente Dilma Rousseff informava a Lula que enviaria o “Bessias” com o termo de posse para que ele assumisse o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, que lhe garantiria foro privilegiado, sugerindo que o documento fosse usado “em caso de necessidade” (segundo os investigadores da Lava Jato, a necessidade seria a possibilidade de Lula ser preso).
A cerimônia de posse do ministro Fachin como presidente do Supremo no fim de setembro, segundo o protocolo oficial, será “protocolar”, com mais de 1.000 convidados, e também empossará Alexandre de Moraes como vice-presidente da Corte, próximo presidente (em dois anos).
(Matéria em atualização)







