
BUENOS AIRES, 26 de setembro — De acordo com os mais novos dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos), equivalente ao IBGE argentino, a pobreza na Argentina, que atingia 41,7% da população no governo anterior e subiu para 52,9% em meados de 2024 sob a gestão de Javier Milei — durante o período de corte de gastos descrito pelo presidente como “dolorido” —, recuou oficialmente para 31,6%, atingindo o menor patamar desde 2018 registrado na gestão de Mauricio Macri (queda de 21,3 % para o mesmo período no ano passado).
Em relação à gestão do ex-presidente argentino Alberto Fernández, e mantendo a mesma metodologia de cálculo que considera pobres os moradores de lares com renda insuficiente para adquirir uma cesta básica (US$ 313), o número de pessoas em situação de pobreza na Argentina caiu de 19,5 milhões para 15,05 milhões.
Quanto ao percentual de lares em situação de pobreza, o país registrou 24,1% no primeiro semestre, ante 42,5% no mesmo período de 2024.
A indigência, que havia alcançado 18,1% da população argentina, recuou para 6,9% (3,3 milhões de pessoas).
Já a pobreza infantil, medida como a proporção de crianças de 0 a 14 anos de idade que vivem em lares com renda insuficiente para suprir necessidades básicas, que chegou a atingir 66,1%, caiu para 45,4% ao final do primeiro semestre de 2025 (ante 51,9% registrado no mesmo período do ano passado).
Em números absolutos, de acordo com os dados oficiais, a famosa Grande Buenos Aires concentrou o maior contingente de pessoas na pobreza, totalizando 4,6 milhões de habitantes nesta situação.
Os dados foram divulgados enquanto o presidente argentino visita os Estados Unidos para fazer sua participação na Assembleia Geral da ONU, viagem na qual também recebeu uma premiação por sua atuação em políticas sociais e anunciou a obtenção de um apoio financeiro de cerca de US$ 500 milhões destinado ao desenvolvimento econômico da Argentina.
(Matéria em atualização)







