Grupo terrorista Hamas liberta os últimos reféns israelenses vivos que ainda estavam sendo mantidos em Gaza há mais de 2 anos

Refém Matan Zangauker reencontrando sua mãe | registros das transmissões locais

JERUSALEM, 13 de outubro — O governo israelense confirmou que os 20 reféns vivos que ainda estavam em Gaza há mais de dois anos desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 (738 dias) foram entregues a Israel nesta manhã como parte do acordo de cessar-fogo e encerramento da guerra proposto pela administração do presidente americano Donald Trump.

Os 20 reféns vivos foram identificados como Elkana Bohbot, Matan Angrest, Avinatan Or, Yosef-Haim Ohana, Alon Ohel, Evyatar David, Guy Gilboa-Dalal, Rom Braslavski, Gali Berman, Ziv Berman, Eitan Mor, Segev Kalfon, Nimrod Cohen, Maxim Herkin, Eitan Horn, Matan Zangauker, Bar Kupershtein, David Cunio, Ariel Cunio e Omri Miran.

Imagens de arquivos públicos de familiares

Descumprindo o acordo, o Hamas confirmou que entregará nesta segunda-feira (13) apenas quatro corpos dos outros 28 reféns já confirmados como mortos. Os quatro foram identificados como Yossi Sharabi, Daniel Peretz, Guy Illouz e Bipin Joshi.

Ainda não se sabe exatamente quais dos 21 termos do acordo de paz permanecem em negociação, incluindo o desarmamento do Hamas e a retirada do grupo terrorista do controle de Gaza — pontos que o Hamas rejeitou recentemente. A parte do acordo que está sendo implementada hoje prevê, em troca dos 20 reféns e 4 corpos, a libertação — já realizada — de 1.968 prisioneiros palestinos, entre eles 250 condenados à prisão perpétua por graves crimes de terrorismo que resultaram em mortes ou ferimentos graves.

Considerando todas as situações envolvendo grupos terroristas palestinos e conflitos locais, esta é a primeira vez desde 2014 que não há mais israelenses vivos mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza.

Para celebrar a entrega dos reféns e o fim da guerra, estão reunidos hoje no Egito os seguintes líderes e representantes: o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o presidente do Egito Abdel Fattah El-Sisi, o, o Rei da Jordânia Abdullah II, o Emir do Catar Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, o Rei do Bahrein Hamad bin Isa Al Khalifa, o Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, o Presidente da Indonésia Prabowo Subianto, o Presidente do Azerbaijão Ilham Aliyev, o Presidente da França Emmanuel Macron, o Presidente do Chipre Nikos Christodoulides, o Chanceler da Alemanha Friedrich Merz, o Primeiro-Ministro do Iraque Mohammed Shia’ al-Sudani, o Primeiro-Ministro do Reino Unido Keir Starmer, o Primeiro-Ministro da Espanha Pedro Sánchez, o Primeiro-Ministro da Grécia Kyriakos Mitsotakis, o Primeiro-Ministro da Armênia Nikol Pashinyan, o Primeiro-Ministro da Hungria Viktor Orbán, o Primeiro-Ministro do Paquistão Shehbaz Sharif, o Primeiro-Ministro do Canadá Mark Carney, o Primeiro-Ministro da Noruega Jonas Gahr Støre, o Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o Primeiro-Ministro do Kuwait Sheikh Ahmad Al-Abdullah Al-Ahmad Al-Sabah, o Ministro das Relações Exteriores de Omã Badr Al-Busaidi, o Ministro das Relações Exteriores da Índia Subrahmanyam Jaishankar, o Embaixador do Japão no Egito Fumio Iwai, o Secretário-Geral da ONU António Guterres, o Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes Ahmed Aboul Gheit, o Presidente do Conselho Europeu António Costa e o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas.

Em um breve discurso no Knesset israelense (Parlamento local), Trump celebrou a libertação dos reféns, afirmou repetidamente seu amor por Israel, solicitou diretamente à classe política do país um perdão judicial para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nos processos que ele enfrenta, reafirmou que não abrirá mão de uma Gaza desmilitarizada e de um Hamas desarmado, e declarou seu desejo de paz e negociações com o Irã.

“Nós construímos indústrias juntos, fizemos descobertas juntos, enfrentamos o mal… e talvez, o mais bonito de tudo, fizemos a paz juntos. E esta semana, contra todas as probabilidades, realizamos o impossível e trouxemos nossos reféns para casa […] Não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte. O início de uma era de fé e esperança […] é um amanhecer histórico para um novo Oriente Médio” -presidente americano Donald Trump

A operação, que inclui a troca de reféns por prisioneiros e ainda está em curso quanto à devolução dos corpos dos reféns mortos, recebeu o nome de “Retornando para Casa”.

Novos detalhes sobre as próximas fases do acordo de paz devem ser divulgados em breve após as próximas reuniões já agendadas entre os mediadores, Israel e o Hamas.


(Matéria em atualização)

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