
BRASÍLIA, 15 de novembro — Mergulhados novamente em uma pesada crise financeira, os Correios buscam, para as próximas duas semanas e com o objetivo de equilibrar as contas e manter as operações, um empréstimo de R$ 10 bilhões que virá acompanhado de uma série de medidas, entre elas a ampliação do programa de demissão voluntária e o fechamento de centenas de agências.
Inicialmente, a empresa buscava um empréstimo urgente de R$ 20 bilhões que, segundo a estatal, garantiria a continuidade das operações e talvez permitisse projetar lucro em 2027, porém nenhuma instituição financeira aceitou as condições propostas.
Com o novo plano, a estatal buscará captar R$ 10 bilhões — valor estimado do déficit atual em novembro de 2025 — desde que o custo da operação não ultrapasse 120% do CDI, com a União atuando como garantidora.
O novo plano para reestruturar as contas também prevê o desligamento de 10 mil funcionários por meio de um plano de demissão voluntária (PDV), a revisão do Postal Saúde (plano de saúde dos funcionários) e do Postalis (fundo de pensão), e o fechamento de 700 agências e unidades logísticas.
Com as demissões, os Correios esperam cortar R$ 2 bilhões por ano em despesas.

Também fará parte da reestruturação um plano elaborado pela Caixa, que prevê a criação de um fundo com a venda de imóveis — atualmente 2.366 avaliados em R$ 5,4 bilhões — seguida do aluguel desses mesmos prédios. Nem mesmo o prédio sede dos Correios em Brasília está fora desse plano.
Vale ressaltar que, no último programa de demissão voluntária (PDV), que tinha como meta desligar 8 mil funcionários, apenas 3,6 mil aderiram.

Ainda sem um caminho concreto definido, a estatal também planeja aumentar em R$ 5 bilhões sua arrecadação com estratégias que serão traçadas por uma consultoria externa e um banco de investimento a serem contratados em breve.
(Matéria em atualização)







