
BRASÍLIA, 23 de abril — Acumulando 14 trimestres consecutivos de prejuízo, os Correios registraram no ano de 2025, segundo os dados mais recentes de seus balanços, um déficit de R$ 8,5 bi (R$ 8.520.198.000,00), sendo R$ 6.432.110.000,00 relativos a precatórios e provisões judiciais, especialmente ligados a ações sobre o Adicional de Periculosidade e o AADC, e R$ 2.088.088.000,00 referentes ao déficit operacional decorrente da queda no faturamento de remessas internacionais e dos custos fixos com pessoal.

Ainda de acordo com os dados, que foram apresentados pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, os Correios registraram em 2025 uma receita bruta de apenas R$ 17,3 bilhões, valor 11,35% inferior ao do ano anterior.
Em nota pública, corroborada pela apresentação do presidente da estatal, os Correios afirmaram que os principais fatores para a queda na receita foram o provisionamento de obrigações judiciais, o custo operacional e a redução de 65,6% nas encomendas internacionais provocada pela tributação sobre importações de baixo valor, a impopular “taxa das blusinhas”.
A estatal, que no ano passado fechou um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de cinco instituições financeiras, com garantia do Tesouro Nacional, valor depositado quase integralmente em 30 de dezembro de 2025, está discutindo agora com o Conselho de Administração a captação de um novo empréstimo, até o momento inferior a R$ 8 bilhões, para garantir liquidez às operações até o fim do próximo ano.
(Matéria em atualização)






