
BRASÍLIA, 17 de agosto — De acordo com os novos dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o custo médio mensal por preso no Brasil aumentou 38,2% desde 2020, chegando a R$ 2.637,75 em 2025, valor 73,7% superior ao salário mínimo vigente naquele ano, de R$ 1.518. Amapá, Bahia e Minas Gerais lideram o ranking dos maiores gastos individuais, com custos de R$ 4.512, R$ 4.011 e R$ 3.824 por preso, respectivamente.
Com o custo total do sistema prisional chegando a R$ 26,7 bilhões em 2025 (R$ 26.763.328.549,87), um aumento de 233,75% desde 2020, os estados que mais gastaram foram São Paulo (R$ 3.749 por preso), Minas Gerais (R$ 3.092 por preso) e Paraná (R$ 1.529 por preso, o menor custo no Brasil), com despesas anuais de R$ 5,9 bilhões, R$ 3,6 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente. Os recursos são destinados a financiar a alimentação, segurança, vigilância, salários e treinamento de servidores, transporte, questões médicas, tecnologia, água, energia, manutenção das unidades prisionais e demais serviços necessários ao funcionamento do sistema.
Confira a lista com o gasto mensal por preso em cada estado brasileiro:
- Acre: R$ 3.284,16
- Alagoas: R$ 2.759,81
- Amapá: R$ 4.512,23
- Amazonas: R$ 3.819,66
- Bahia: R$ 4.011,58
- Ceará: R$ 2.428,36
- Distrito Federal: R$ 2.875,33
- Espírito Santo: R$ 2.514,77
- Goiás: R$ 2.573,43
- Maranhão: R$ 3.421,28
- Mato Grosso: R$ 2.915,03
- Mato Grosso do Sul: R$ 2.039,97
- Minas Gerais: R$ 3.824,07
- Pará: R$ 2.855,36
- Paraíba: R$ 1.943,20
- Paraná: R$ 1.529,38
- Pernambuco: R$ 2.627,56
- Piauí: R$ 2.971,02
- Rio de Janeiro: R$ 2.467,55
- Rio Grande do Norte: R$ 2.215,41
- Rio Grande do Sul: R$ 2.634,29
- Rondônia: R$ 2.569,34
- Roraima: R$ 2.215,19
- Santa Catarina: R$ 3.749,57
- São Paulo: R$ 2.283,59
- Sergipe: R$ 3.092,23
- Tocantins: R$ 3.624,78
(Matéria em atualização)






