Após pressão, Supremo divulga nota unânime de APOIO a Toffoli, porém confirma que o ministro DEIXOU “a pedido” a relatoria do caso Banco Master

Ministros Edson Fachin e Dias Toffoli | Imagem ilustrativa por Fellipe Sampaio/STF/SCO

BRASÍLIA, 12 de fevereiro — Por meio de uma nota de APOIO a Dias Toffoli assinada por TODOS os outros dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte informou que o ministro, que vem tendo seu nome envolvido em uma série de polêmicas nas últimas semanas em razão do escândalo do Banco Master, deixou, “a pedido”, a relatoria dos casos que investigam a instituição financeira.

Nota oficial divulgada pelo STF: Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF. Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência. Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR. Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição. A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.-Nota assinada por Luiz Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino

Na tarde de ontem, Toffoli voltou aos noticiários após a divulgação de que a Polícia Federal, por meio de seu diretor-geral, Andrei Passos Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, uma série de mensagens que citariam pagamentos ao ministro, além de conversas que, segundo investigadores da própria PF, teriam sido trocadas entre o próprio Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nas quais o ministro mencionaria pagamentos “de forma cifrada” (CNN Brasil).

De acordo com notas divulgadas ontem e hoje pelo ministro Dias Toffoli, as suspeitas da Polícia Federal, encaminhadas ao ministro Edson Fachin com fundamento no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura — que trata de situações em que há indícios de crimes cometidos por magistrados — e em trecho do regimento interno do STF sobre declaração de suspeição, seriam “ilações”. O ministro se defendeu afirmando que recebeu sim dinheiro, mas sustentou que os valores decorrem de sua condição de sócio da empresa familiar Maridt, que vendeu, legalmente, um resort para um fundo ligado a Daniel Vorcaro.

Segunda nota divulgada pelo ministro Dias Toffoli

O novo relator deverá ser sorteado ainda nesta noite.


(Matéria em atualização)

Últimas Notícias

Mais lidas da semana

- PUBLICIDADE -spot_img

Matérias Relacionadas

O Apolo nas redes sociais

O Apolo Brasil no Instagram

O Apolo Brasil no Telegram

O Apolo Brasil no X

O Apolo Brasil no TikTok

O Apolo Brasil no Facebook

O Apolo Brasil no Threads

- NOVIDADE -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Leia mais

Degradação florestal da Amazônia Legal bate novo recorde e cresce 482,3% em 2025

BRASÍLIA, 2 de abril — De acordo com dados do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) Degradação, do IMAZON, a degradação florestal da Amazônia Legal atingiu 33.807 km² no ciclo de desmatamento de 2025, medido de agosto de 2024 a fevereiro deste ano, o maior...