
BRASÍLIA, 3 de outubro — Com impacto direto previsto para a aviação civil nacional por conta dos aumento de custos das companhias aéreas – e o óbvio repasse aos consumidores –, a Petrobras anunciou hoje uma elevação no preço médio do querosene de aviação (QAV) em 5,3% nas distribuidoras (acréscimo de R$ 0,22/litro); apesar de queda com relação a 2022 (12,6%), essa essa foi a quarta alta mensal seguida (esse combustível é reajustado mensalmente).
Sob a justificativa do aumento do preço internacional do petróleo (o barril está sendo vendido hoje por cerca de US$ 90), em setembro, a petroleira já havia anunciado um aumento de 21,4% no preço do querosene de aviação.
O querosene de aviação (QAV), que é o combustível usado pela maioria dos aviões comerciais e militares, e que é produzido e comercializado pela Petrobras no Brasil, é responsável por mais de 40% do custo operacional das companhias aéreas.
Apesar da volatilidade e da sensibilidade do preço do petróleo com relação aos acontecimentos pelo mundo, o que dificulta previsões de longo prazo, muitas empresas de investimento e inteligência financeira já apostam que o preço do barril pode bater os US$ 100 no próximo ano.
(Em atualização)