Secretário-geral da OTAN anuncia que o presidente turco aceitou dar provimento à entrada da Suécia na OTAN; “é um passo histórico que torna todos os aliados da OTAN mais fortes e seguros”

Secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg e presidente turco Recep Tayyip Erdogan | Imagem oficial por OTAN

ISTANBUL, 10 de julho — O Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, publicou há pouco em suas redes sociais que, após reunião entre o presidente turco Recep Erdogan e o primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson, Erdogan teria concordado em dar provimento, encaminhar e garantir a aprovação no Parlamento turco do pedido de adesão da Suécia à OTAN; apenas Hungria e Turquia ainda não aprovaram oficialmente a entrada da Suécia no grupo (adesão depende da aprovação de todos os 31 membros).

“Fico feliz em anunciar que, após a reunião organizada com o presidente da Turquia e o primeiro-ministro da Suécia, o presidente Erdogan comprometeu-se em encaminhar o protocolo de adesão da Suécia à Grande Assembleia Nacional o mais rápido possível e garantir a ratificação. Este é um passo histórico que torna todos os Aliados da OTAN mais fortes e seguros.”

Finlândia e Suécia formalizaram seus pedidos de entrada na OTAN em 18/05/2022, porém apenas o pedido da Finlândia teve prosseguimento e foi concluído no último dia 04 de maio.

A Turquia também foi o último país a ratificar a entrada da Finlândia no grupo. Entre o compromisso de envio ao Parlamento turco e a ratificação de entrada da Finlândia na OTAN, foram apenas 13 dias (mesmo processo que terá início hoje).

Por conta do recesso de verão no Parlamento turco, é esperado que a ratificação aconteça em outubro*

Apesar da confusão criada pelo discurso da Rússia não permitir membros da OTAN em sua vizinhança, Estônia e Letônia, que fazem fronteira com a Rússia, são membros da OTAN desde 2004 e não tinham uma relação ruim com o país antes da nova incursão russa na Ucrânia de fevereiro de 2022.

A Finlândia, que agora é um membro pleno na OTAN, tem a maior fronteira da União Europeia com a Rússia, e suas fronteiras estão vazias militarmente como nunca estiveram antes (incluindo batalhões conhecidos que lutaram na última guerra contra a Finlândia).

Encontro de hoje entre o presidente turco e o Secretário-geral da OTAN

Entre os pedidos que a Turquia fez pela ratificação da entrada da Suécia na OTAN estão a extradição de inúmeras pessoas que o país considera “terroristas” (membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão/PKK), o avanço nas negociações para a aprovação da compra de caças americanos F-16 e a modernização dos F-16 que a Força Aérea turca já possui, e um movimento de apoio de países europeus no retorno das negociações pela entrada da Turquia na União Europeia (negociações que foram congeladas de forma oficial em 2016 e que hoje já duram 50 anos).

Um assunto pouco falado e que provavelmente foi discutido e resolvido foi a questão do embargo de armas canadense imposto em 2021 contra a Turquia por conta da participação direta na guerra entre Azerbaijão e Armênia, em Nagorno-Karabakh. As câmeras utilizadas nos principais drones turcos eram de origem canadense e a falta do equipamento diminuiu muito a qualidade dos produtos (eram quase perfeitos). Dificilmente esse assunto ficaria de fora das concessões à Turquia.

É esperado que a Hungria ratifique a entrada da Suécia na OTAN antes mesmo da Turquia (o país não tem qualquer poder de barganha e assim como fez com no caso da adesão da Finlândia, por questões de política interna, deixou para assinar a ratificação alguns dias antes do Parlamento turco) e que a Suécia se torne um membro pleno do grupo em breve.


(Em atualização)

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