
BRASÍLIA, 1 de julho — Seguindo o cronograma de aumento de impostos definido em novembro de 2023 pelo Governo Federal por meio do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GECEX-CAMEX), com o objetivo oficial de “incentivar a indústria nacional”, o governo elevou hoje, mais uma vez, a alíquota do imposto de importação sobre carros híbridos e elétricos.
Os carros elétricos importados terão, a partir de hoje, a alíquota do imposto de importação elevada de 18% para 25%; no caso dos híbridos, a taxa subirá de 25% para 30%; e, para os híbridos plug-in/PHEV (que podem ser recarregados na tomada), de 20% para 28%.

Segundo a ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), entre janeiro e maio de 2025, foram emplacados no Brasil 186.181 carros importados, dos quais 49,81% (92.743 unidades) são elétricos. O número de veículos importados emplacados no período representa um aumento de 19,3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) indicam que as marcas chinesas detêm 55,9% do mercado de carros eletrificados no país.
O cronograma prevê que a alíquota do imposto de importação para carros elétricos e híbridos chegue a 35% a partir de julho de 2026. Vale ressaltar que, em Brasília, há um forte lobby de montadoras nacionais para que esse percentual seja antecipado e entre em vigor antes do previsto.
Por conta da previsibilidade da medida, diversas empresas se adiantaram na importação de veículos e formaram estoques que poderão ser vendidos com o preço anterior ao aumento do imposto.
No fim de maio, a chinesa BYD se antecipou e trouxe ao Brasil mais de 7.200 veículos utilizando o maior navio de carga do mundo (BYD Shenzhen), em uma operação com embarque direto da China.
Ainda não é possível prever quanto será o aumento aplicado aos veículos elétricos mais vendidos como o BYD Dolphin Mini, Song Plus, GWM Haval H6 e Ora 03.
Com o novo aumento de imposto, um veículo elétrico que custava R$ 150 mil, cujo preço com a alíquota anterior era R$ 177 mil, passará a custar R$ 187,5 mil.
Mantendo o mesmo preço inicial de exemplo (R$ 150 mil), um híbrido comum, que antes tinha imposto de importação de 25% e custava R$ 187,5 mil, passará a custar R$ 195 mil com a elevação da alíquota para 30%. Já um híbrido plug-in, que custava R$ 180 mil com imposto de 20%, terá seu preço final aumentado para R$ 192 mil com a nova alíquota de 28%.
(Matéria em atualização)







