Maioria simples formada: Oposição anuncia que reuniu 41 assinaturas para a abertura do processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes | Imagem ilustrativa por Rosinei Coutinho/SCO/STF

BRASÍLIA, 7 de agosto — Pela primeira vez, parlamentares da oposição afirmam ter reunido, com assinaturas, o apoio de 41 dos 81 senadores — número necessário para a formação de uma maioria simples — à abertura do processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo publicação do deputado Nikolas Ferreira, o último a assinar o pedido foi o senador Laércio Oliveira, do Progressistas do Sergipe.

A assinatura foi confirmada nas redes sociais do senador, que justificou o gesto como um apoio “à paz, à democracia e ao resgate do equilíbrio entre os Poderes da República”.

Na prática, o ministro já é alvo de 30 pedidos de impeachment no Senado, todos dependentes de autorização do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já sinalizou em diversas ocasiões que não pretende analisar esse tipo de demanda.

O caminho: Para que um impeachment de ministro do Supremo seja aprovado — algo inédito na história —, é necessário que o pedido seja apresentado, o que pode ser feito até por um cidadão comum sem mandato. Em seguida, o presidente do Senado realiza a leitura do processo e decide se o arquiva ou se admite sua tramitação. Caso o pedido seja admitido, ele é analisado por uma comissão especial, que elabora um parecer. Esse parecer precisa ser aprovado por maioria simples (41 votos). Após essa etapa, o ministro tem um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa. Em seguida, o parecer final é votado em plenário, também com maioria simples de 41 votos — e, se aprovado, o ministro já é afastado do cargo. A partir daí, ele passa a ser julgado pelo próprio plenário do Senado, que pode confirmar o impeachment com o voto de dois terços da Casa (54 senadores).

É esperado que, caso se forme de fato um clima de pressão para que Alcolumbre aceite o pedido de impeachment, ministros do Supremo, membros do governo e o próprio presidente do Senado entrem em campo para tentar convencer senadores a retirar seus nomes das listas de apoio — como sempre aconteceu.

Lista dos 41 senadores que, segundo parlamentares da oposição, apoiam o impeachment do ministro:

  • 1. Alan Rick (União Brasil-AC)
  • 2. Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • 3. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  • 4. Carlos Portinho (PL-RJ)
  • 5. Carlos Viana (Podemos-MG)
  • 6. Cleitinho (Republicanos-MG)
  • 7. Damares Alves (Republicanos-DF)
  • 8. Dr. Hiran (Progressistas-RR)
  • 9. Eduardo Girão (Novo-CE)
  • 10. Eduardo Gomes (PL-TO)
  • 11. Efraim Filho (União Brasil-PB)
  • 12. Esperidião Amin (Progressistas-SC)
  • 13. Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • 14. Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  • 15. Ivete da Silveira (MDB-SC)
  • 16. Izalci Lucas (PL-DF)
  • 17. Jaime Bagattoli (PL-RO)
  • 18. Jayme Campos (União Brasil-MT)
  • 19. Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • 20. Jorge Seif (PL-SC)
  • 21. Laércio Oliveira (PP–SE)
  • 22. Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS)
  • 23. Lucas Barreto (PSD-AP)
  • 24. Magno Malta (PL-ES)
  • 25. Márcio Bittar (União Brasil-AC)
  • 26. Marcos do Val (Podemos-ES)
  • 27. Marcos Rogério (PL-RO)
  • 28. Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
  • 29. Margareth Buzetti (PSD-MT)
  • 30. Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • 31. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
  • 32. Pedro Chaves (MDB-GO)
  • 33. Plínio Valério (PSDB-AM)
  • 34. Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO)
  • 35. Rogério Marinho (PL-RN)
  • 36. Sergio Moro (União Brasil-PR)
  • 37. Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • 38. Tereza Cristina (Progressistas-MS)
  • 39. Wellington Fagundes (PL-MT)
  • 40. Wilder Morais (PL-GO)
  • 41. Zequinha Marinho (Podemos-PA)

(Matéria em atualização)

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