Em novo discurso com palavras duras e defesa ao BRICS, Lula e Haddad defendem que o Brasil “está sendo sancionado por ser mais democrático” que os Estados Unidos

Assinatura da Medida Provisória | Imagem oficial do evento por Ricardo Stuckert/PR

BRASÍLIA, 13 de agosto — Em um evento voltado à assinatura de uma medida provisória (MP) que prevê um socorro de até R$ 30 bilhões a empresas afetadas pelas tarifas americanas, com a presença de ministros do governo, dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AL), e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Haddad, defenderam há pouco que o Brasil “está sendo sancionado por ser mais democrático do que o seu agressor”, em referência aos Estados Unidos. Segundo Lula, quem quiser discutir Direitos Humanos no Brasil “tem que olhar o que acontece no país que está acusando o Brasil”. Ele reforçou, como já havia afirmado em julho, que se o que ocorreu no Capitólio americano em 6 de janeiro de 2021 tivesse acontecido no Brasil, o presidente Donald Trump estaria sendo processado e poderia ser preso.

“Estamos em uma situação muito inusitada, porque o Brasil é um país que está sendo sancionado por ser mais democrático do que seu agressor. É uma situação inédita e muito incomum no mundo um país que não persegue adversários, não persegue imprensa, não persegue escritórios de advocacia, universidades, imigrantes legais ou ilegais está sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político ou econômico, como é o caso do Brasil. Vamos enfrentar como já enfrentamos muitas situações difíceis e vamos superar essa situação que vem de fora para dentro, mas infelizmente com o apoio de setores radicalizados da sociedade brasileira-Fernando Haddad

Íntegra do evento

“E eu disse ao presidente Trump: Se tivesse acontecido no Brasil o que aconteceu no Capitólio, ele estaria sendo julgado aqui também” -Lula

Em seu discurso, o mandatário brasileiro anunciou que os BRICS promoverão uma videoconferência para discutir alternativas de enfrentamento às tarifas sobre produtos que entram no mercado americano.

“Estamos tentando aproximar a relação, procurando novos parceiros, já falei com a Índia China, Rússia, vou falar com África do Sul, França, Alemanha. Vou falar com todo mundo, para eles se darem conta do que estáe junto ao BRICS vamos fazer uma teleconferência, que está sendo articulada, para a gente discutir, dentro do BRICS, o que a gente pode fazer, para melhorar a nossa situação, entre todos os países que foram afetados […] essa aposta que o governo americano está fazendo pode não dar certo para eles” -Lula

O governo americano ainda não se pronunciou sobre as falas de hoje.


(Matéria em atualização)

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