Lula confirma fortalecimento da ala radical do governo ao dizer a aliados que entregará um ministério a Boulos após o retorno de viagem a Nova York

Guilherme Boulos | Imagem ilustrativa por Paulo Pinto/Agência Brasil

BRASÍLIA, 24 de setembro — Após a confirmação de Lula a aliados, Brasília já considera certo que o presidente indicará, assim que retornar de Nova York, onde participou da abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, o deputado federal e líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência (SGPR), atualmente ocupado pelo também deputado federal Márcio Macedo (PT-SE).

O ministro a ser substituído, Márcio Macedo, que foi tesoureiro da chapa de Lula e integra o atual governo desde o primeiro dia, deverá concorrer novamente a deputado federal pelo Sergipe nas eleições do próximo ano, contando com o apoio do PT, na pessoa do senador Rogério Carvalho.

Nos bastidores: Há quem diga que Macedo pode disputar o Senado por Sergipe em confronto direto com Rogério Carvalho e que já estaria em curso uma articulação para sua saída do PT, legenda que apoiará a recondução de Carvalho a mais um mandato.

No cargo, Boulos — candidato derrotado de Lula na última e muito falada eleição para a prefeitura de São Paulo — teria a função de articular com movimentos sociais.

Na última vez em que Lula sondou o deputado para integrar o governo, em março deste ano, o mandatário teria condicionado o convite a um compromisso de que Boulos (deputado mais votado por São Paulo) permaneceria no cargo até o fim do governo, o que significaria abrir mão de disputar a recondução à Câmara ou uma vaga no Senado em 2026, já que membros do governo precisam obrigatoriamente deixar suas funções até seis meses antes do pleito.

Não se sabe se essa condição foi mantida.

A 13ª mudança de ministros deve ocorrer juntamente com a 14ª nesta quinta-feira (25), quando também está previsto que o ministro do Turismo, Celso Sabino, do União Brasil, deixe seu cargo por decisão de seu partido.

Celso Sabino deverá ser substituído por algum político da base governista mais fiel, que busca maior espaço, ou até mesmo pelo petista Marcelo Freixo, atualmente presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo).

Dos 38 ministros que compõem atualmente o governo de Lula, espera-se que pelo menos 20 deixem os cargos para disputar as próximas eleições.


(Matéria em atualização)

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