
BRASÍLIA, 13 de julho — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu há pouco suspender, por 90 dias, as visitas do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, após o senador divulgar uma carta em vídeo na qual o ex-presidente pedia apoio ao filho e defendia a união política para as eleições de 2026, que ocorrerão em 83 dias.
Na decisão, o ministro também deu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclareça uma “possível desobediência à ordem judicial” e informe se Jair Bolsonaro tinha conhecimento da divulgação pública da carta. Além disso, Moraes determinou o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar se Flávio cometeu “propaganda eleitoral antecipada” por conta da carta conter “carga semântica equivalente a pedido explícito de voto”.
“A afirmação de seu filho FLÁVIO NANTES BOLSONARO – ‘É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação’ – sugere que o sentenciado tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais, o que, configuraria igualmente desrespeito a medida cautelar a que está submetido, devendo os fatos, portanto, serem esclarecidos pela Defesa” -trecho da decisão
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e o pré-candidato Flávio Bolsonaro ainda não se manifestaram sobre a decisão.
(Matéria em atualização)






