Em discurso durante evento do PT, Lula volta a defender moeda alternativa ao dólar e diz que não vai esquecer que os EUA já “deram um golpe aqui”

Captura de tela da transmissão oficial do evento | Imagem ilustrativa por YouTube/TVPT

BRASÍLIA, 3 de agosto — O presidente Lula voltou a viralizar há pouco por declarações feitas durante um evento do PT que empossou o ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, como novo presidente nacional do partido. No discurso, Lula afirmou que não abrirá mão da criação de uma moeda alternativa ao dólar para o comércio internacional — ponto de maior atrito com os Estados Unidos —, disse que o Brasil exige ser tratado em condições de igualdade, que o crescimento do país “começa a assustar as pessoas que acham que são donas do mundo” e que, apesar disso, há um “limite de briga com o governo americano”, ressaltando que não pode dizer o que gostaria, mas apenas o que é “necessário”.

A declaração ocorre apenas dois dias após o presidente americano Donald Trump afirmar, pela primeira vez, que está disposto a atender um telefonema de Lula para negociar as tarifas impostas contra produtos brasileiros — algo que vinha sendo recusado publicamente em todas as ocasiões anteriores.

“O governo tem que fazer aquilo que ele tem que fazer. Por exemplo, nessa briga que a gente está fazendo agora, com a taxação dos Estados Unidos, eu tenho um limite de briga com o governo americano. Eu não posso falar tudo que eu acho que eu devo falar, eu tenho que falar o que é possível falar, porque eu acho que nós temos que falar aquilo que é necessário […] Nós não queremos confusão. Então, quem quiser confusão conosco, pode saber que nós não queremos brigar. Agora não pensem que nós temos medo. Não pensem […] Não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que possa negociar com outros países. Não preciso ficar subordinado ao dólar” -Lula

Trump já declarou inúmeras vezes — especialmente após a última cúpula dos BRICS, considerada esvaziada e realizada no Brasil — que jamais aceitará a criação de uma moeda comercial entre os membros do grupo. Segundo oficiais russos, a proposta partiu do próprio presidente brasileiro, que atualmente ocupa a presidência rotativa dos BRICS.

Em sua participação no “17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores”, Lula também comentou sobre uma eventual candidatura à reeleição — que nos bastidores Brasília, ao menos por ora, é dada como certa que NÃO ocorrerá apesar da ausência de um nome alternativo —, comparando sua situação à do ex-presidente americano Joe Biden e afirmando que precisa “estar 100% de saúde” para disputar um quarto mandato.

“Para ser candidato, tenho que ser muito honesto comigo mesmo. Preciso estar 100% de saúde. Para eu me candidatar e acontecer o que aconteceu com Biden, jamais. Quando digo que tenho 80 anos e energia de 30, podem acreditar. Se eu for candidato, será para ganhar.” -Lula

Transmissão oficial do partido

(Matéria em atualização)

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