Cafezinho mais caro: Alta histórica elevará o preço do café em até 41% até o início de janeiro

Imagem ilustrativa por EMRAH İSLAMOĞLU

BRASÍLIA, 13 de dezembro — De acordo com comunicados internos das principais empresas responsáveis pelas maiores marcas de café no Brasil, geralmente direcionados aos revendedores em todo o país, o tradicional ‘cafezinho’, tão presente no dia a dia dos brasileiros, deverá sofrer aumentos de preços que podem alcançar até 41% já no início de janeiro.

Hoje, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o pacote de 1 kg de café está sendo vendido, em média, por R$ 48,57 nos supermercados. Em janeiro, o mesmo produto era vendido, em média, por R$ 35,09.

O aumento, que vem sendo percebido globalmente, com preços alcançando recordes históricos nos mercados internacionais de commodities (aumento de 80% neste ano), é atribuído a severas secas, altas temperaturas e inundações de grande magnitude em países produtores. Entre os mais afetados estão o Brasil e o Vietnã, os dois maiores produtores de café do mundo.

Após o petróleo bruto, o café é a segunda commodity mais negociada do mundo em volume.

Em janeiro, a saca de 60 kg do fruto crú do café era vendida por cerca de R$ 700. Nesta semana, na bolsa de Nova York, o produto chegou na casa dos R$ 2.560.

A 3corações, líder do setor no Brasil, informou aos seus revendedores um reajuste de 20% nos preços do café torrado, moído e em grãos a partir de dezembro, além de um novo aumento de 21% previsto para 1º de janeiro de 2025. Cafés solúveis da empresa deverão sofrer um aumento de 21% até janeiro.

Seguindo a mesma direção, a vice-líder do setor no Brasil, Jacobs Douwe Egberts, proprietária das marcas Pilão, L’Or e Maratá, comunicou aos seus revendedores um reajuste de cerca de 30% a partir de 1º de janeiro (a porcentagem correta deverá ser divulgada em janeiro).

Além do cenário atual, o mercado também reage ao medo de uma safra abaixo do esperado. O Brasil enfrentou sua pior seca em 70 anos durante os meses de agosto e setembro, seguida por intensas chuvas em outubro, o que tem gerado receios de que a próxima colheita possa ser “fracassar”.

Como as lavouras podem levar tempo para se recuperar e o café é colhido apenas uma vez por ano, o setor acredita que os preços do produto devem permanecer elevados até pelo menos 2026.


(Matéria em atualização)

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