Mortes de crianças indígenas batem recorde histórico no primeiro ano do governo Lula

Imagem ilustrativa por Marcelo Camargo/Agência Brasil (EBC)

BRASÍLIA, 22 de julho — De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Conselho Missionário Indigenista (CIMI), com base em dados do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) e da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), órgãos ligados ao Ministério da Saúde, o Brasil registrou em 2023, no primeiro ano do governo Lula, 1.040 óbitos de crianças indígenas, o maior número de mortes de crianças indígenas já contabilizado desde o início da contagem oficial que foi iniciada em 2003 (aumento de 24,5% com relação ao ano anterior).

Os dados revelam que o número de mortes evitáveis em 2023, definidas oficialmente como “enfermidades, transtornos e complicações que poderiam ter sido controladas por meio de ações de atenção à saúde, imunização, diagnóstico e tratamento adequados”, também foi o maior da série histórica, totalizando 670 casos.

Os maiores números de mortes de crianças indígenas foram registrados no Amazonas (295), que foi seguido pelos estados de Roraima (179) e Mato Grosso (124).

Conforme os documentos oficiais, a maioria dos óbitos infantis está associada à falta de ações adequadas em áreas como atenção à saúde, imunização, diagnóstico e tratamento de gripes e pneumonia, diarreia e doenças infecciosas intestinais, desnutrição, infecções específicas, transtornos no período perinatal, síndrome de aspiração neonatal, hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer.

Ao menos 29 crianças indígenas até 4 anos teriam morrido no ano passado por falta de assistência à saúde (esse dado do SIM não era registrado nos levantamentos anteriores).

Clique aqui para ler a íntegra do relatório >

“O primeiro ano do novo governo federal foi marcado pela retomada de ações de fiscalização e repressão às invasões em alguns territórios indígenas, mas a demarcação de terras e as ações de proteção e assistência às comunidades permaneceram insuficientes” -CIMI

Como justificativa para os números, o levantamento avalia os esforços do Estado brasileiro como “insuficientes” e destaca que as terras “continuam sendo alvo de invasões”, resultando na introdução de doenças, nas situações de desnutrição e contaminações nos territórios dos povos indígenas.


(Matéria em atualização)

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