População brasileira cresce, mas fica abaixo do esperado; Censo 2022 aponta que agora somos 203.062.512 pessoas

Ilustração por Danilo Borges/Portal da Copa

BRASILIA, 28 de junho — De acordo com os primeiros dados do Censo 2022 que foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira teve um aumento de 12,4 milhões desde o último balanço oficial (Censo 2010) e atingiu a marca de 203.062.512 pessoas; o crescimento foi o menor registrado desde 1872, quando foi realizado o primeiro Censo do país.

Os dados foram coletados do dia 01 de agosto de 2022 ao dia 01 de março de 2023 (07 meses de coletas); “Ao todo, foram aplicados 62.388.143 questionários básicos, o que representou 88,9%. Nesse questionário havia 26 quesitos e o tempo de aplicação era de seis minutos. Já o ampliado levava 16 minutos e tinha 77 questões. Nesse modelo foram 7.772.064, ou 11,1%”.

As duas últimas projeções, de que teríamos 213 milhões de habitantes (projeção de 2021) e 207,7 milhões de habitantes (projeção do fim do ano passado), foram derrubadas pelos dados que foram divulgados há pouco.

Destaques dos dados que foram divulgados:

  • A região Sudeste continuou sendo a mais populosa do Brasil, com 84,8 milhões de habitantes (41,8% da população total do país), sendo seguida pelo Nordeste (26,9%), Sul (14,7%) e Norte (8,5%);
  • O número de domicílios do país cresceu 34% frente a 2010, totalizando 90,7 milhões;
  • A cidade de São Paulo tem o maior número de domicílios (4,9 milhões / crescimento de 27% desde o último Censo);
  • No Brasil, a média de moradores por domicílio agora é de 2,79 (era de 3,31 em 2010);
  • A nova densidade demográfica oficial do Brasil é de 23,9 habitantes por km², sendo o Norte (45,2% do território do país) a região com a menor densidade (4,5 habitantes/km²), e o Sudeste a região com maior densidade (91,8 habitantes/km²);
  • Os domicílios particulares permanentes vagos aumentaram 87%, chegando a 11,4 milhões, enquanto os de uso ocasional cresceram 70% em 12 anos (totalizando 6,7 milhões);
  • Roraima, apesar de ter apresentado a maior taxa de crescimento populacional (2,92% ao ano), continua sendo o estado menos populoso (636,3 mil habitantes), e é seguido por Amapá (733,5 mil habitantes) e Acre (830 mil habitantes);
  • Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os três mais populosos do país e concentram 39,9% da população brasileira;
  • Os cinco estados mais populosos do Brasil são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul;
  • Apenas o estado de São Paulo possui 44.420.259 habitantes (21% da população brasileira);
  • A maior densidade domiciliar (3,3 moradores por domicílio) foi registrada na Região Norte, e a menor foi registrada no Sul (2,6 moradores por domicílio);
  • A região menos populosa do Brasil é a Centro-Oeste, com 16,3 milhões de habitantes (8,02% da população). A região também foi a que mais cresceu anualmente, com uma média de crescimento de 1,2% ao ano (muito superior aos 0,52% da média nacional geral);
  • A cidade menos populosa do Brasil é Serra da Saudade (MG), com 833 habitantes – o local, que tem apenas dois bairros e um CEP, possui uma Câmara Municipal com 9 vereadores, 6 deles eleitos em 2020 com menos de 100 votos (4 deles eleitos com menos de 68 votos);
  • As regiões mais populosas, Sudeste e Nordeste, apresentaram as menores médias de crescimento do país;
  • O maior aumento populacional foi registrado entre as décadas de 70 e 80 (27,8 milhões de pessoas);
  • Municípios com mais de 100 mil habitantes que tiveram maior redução populacional foram: São Gonçalo (RJ), Salvador (BA) e Itabuna (BA) -“redução inédita das metrópoles”.
  • A capital baiana passou de 2,7 milhões de habitantes para 2,4 milhões (-9,6%), fazendo Salvador cair da 3ª para a 5ª posição nas cidades mais populosas (foi ultrapassada pela capital Brasília e por Fortaleza, respectivamente);
  • Outras capitais que registraram uma diminuição em sua população (em 12 anos) foram: Rio de Janeiro (-1,7%), Fortaleza (-1%), Belo Horizonte (-2,5%), Recife (-3,2%), Porto Alegre (-5,4%) e Belém (-6,5%).

De acordo com o IBGE, os dados divulgados “apresentam um conjunto de informações básicas sobre os totais populacionais de domicílios no país em diferentes níveis geográficos e diferentes recortes, além de diversos indicadores derivados dessas informações, como a média de moradores por domicílio, a densidade demográfica e a taxa de crescimento anual da população”.

Os dados deveriam ter sido coletados em 2020, seguindo a periodicidade de 10 em 10 anos, porém, seguindo recomendações do Ministério da Saúde, não foi recomendado que os recenseadores fossem para a coleta de campo; “Isso porque pandemias enquadram-se como situações de caso fortuito ou força maior, já devidamente positivadas nos planos jurídicos doméstico e internacional” -IBGE

O Censo também pesquisou pela primeira vez sobre as comunidades quilombolas e sobre especificidades inerentes ao transtorno do espectro autista (Lei nº 13.861, de 2019) – (os dados ainda serão divulgados nos próximos meses*).

As próximas divulgações incluirão dados sobre religião, migração e povos indígenas*

No final de mês de abril, a Índia, com ~1,43 bilhão de habitantes, ultrapassou a China e se tornou o país mais populoso do mundo.


(Em atualização)

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